Um mergulho na cultura culinária tradicional

Maraci Soares; acervo próprio
Maraci Soares; acervo próprio
Maraci Soares; acervo próprio

Maraci Soares, culinarista, artesã, militante dos movimentos sociais apresenta um debate extremamente contemporâneo. Como se alimentavam nossas avós? Questiona assim os padrões atuais de adoecimento relacionado à alimentação praticada hoje. Nesta direção propõe um “mergulho lá no fundo de nossa cultura e das nossas raízes” para redescobrir a alimentação. Sabiamente traz o perfil arquitetônico das moradias mais recentes para a discussão do ato de cozinhar e para o plano da cultura. Pelo visto, os “apertamentos” e as unidades habitacionais tanto populares como destinadas à classe média fogem à nossa vivência tradicional.

Maraci relembra que a casa poderia ser bem pequenininha, mas a cozinha era o maior cômodo. A razão disto é que cozinhar não era jogar uma panela no fogão e preparar qualquer coisa. Poderíamos parafrasear o pensamento da militante lembrando que cozinhar não era retirar um congelado do freezer e colocar no micro-ondas. A cozinha era um lugar de interação, de construção de vínculos. Constituía-se em espaço de diálogos aconchegantes.

Este depoimento foi obtido durante a Ação Griô no Quilombo Cafundá Astrogilda em 25 de setembro de 2015. Na ocasião recebemos cerca de 25 estudantes e três professores do Colégio Pedro Aleixo na Cidade de Deus. Fica nosso depoimento da alegria, da educação e carinho destes jovens. Muitos vieram agradecer ao final da atividade. Parabéns à direção da escola e ao engajamento da professora Ana Cristina Alves e Cláudio Costa Nunes.

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A atividade cultural em torno da comida de verdade foi possível com os recursos da Ação Local “Mulheres do Sertão Carioca e seus quitutes”, obtidos através do Edital  Ações Locais da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

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